Código FIPE: o que os sete dígitos significam, como validar um número e o que ele nunca vai te dizer

Todo mundo tem um número de código FIPE anotado em algum lugar e quase ninguém sabe conferi-lo. Nós pegamos os 11.424 códigos da série histórica, testamos a regra do dígito final em todos, simulamos os erros de digitação que acontecem de verdade e medimos o que sobra quando o teste passa. O resultado cabe numa conta de seis multiplicações, e tem uma limitação que quase ninguém conta.

Contagem própria sobre a série completa da Tabela FIPE (edição 2026/10) · fechada em 25/10/2026 · consulta e recortes descritos em Como medimos

⚡ Resposta Rápida
  • O código FIPE é seis dígitos, um hífen e um dígito verificador, no formato 005364-3. Ele nomeia uma versão na Tabela FIPE, e não um carro: 11.424 códigos na série, sendo 7.387 de carro, 2.037 de moto e 2.000 de caminhão.
  • A conta do verificador é multiplicar por 7, 6, 5, 4, 3 e 2, somar, dividir por 11 e tirar o resto; o dígito é 11 menos o resto, e resto 0 ou 1 viram 0. Casou em 11.424 de 11.424 códigos. A segunda fórmula mais próxima acerta só 82%.
  • De um total de 616.896 variantes com um dígito trocado, 98,2% são pegas. Nas 148.159 trocas de posição, 98,3%. E os 102.816 casos de erro no próprio dígito final? Todos.
  • Todos os erros que escapam estão dentro dos 2.062 códigos cujo verificador é 0 (18,0% do total). Nos 9.362 códigos restantes, a detecção de um dígito trocado é de 100%.
  • Passar no teste não é existir. Existem 988.576 combinações de seis dígitos que nenhuma ficha jamais usou e que passam na verificação com o dígito calculado por cima.
  • O ano não está no código. A mediana é de 4 ano-modelos por ficha, o maior caso é o 067001-4 com preço em 38 anos entre 1989 e 2026, e 1.725 códigos só existem em um ano.
  • Os três primeiros dígitos são o bloco da marca: 238 dos 240 blocos trazem uma marca só, e nenhum bloco serve a duas categorias. Carros vão de 001 a 309, motos de 701 a 899, caminhões de 501 a 532.
  • Um nome de anúncio devolve vários códigos. No Polo 2020 são 7 fichas, de R$ 62.730 a R$ 98.707, vão de 57,4%. Na CG 160 2020 são 5, de R$ 13.301 a R$ 15.578.

O que é o código FIPE, na base medida

A Tabela FIPE não precifica carros. Ela precifica fichas, e cada ficha é uma versão: um nome escrito com motorização, câmbio, número de portas e acabamento, dentro de um tipo de veículo. O código FIPE é a chave dessa ficha. É o número que a tabela usa para dizer "esta versão", e é o único campo que sobrevive igual quando o mesmo carro aparece em dez anúncios descritos de dez jeitos diferentes.

Na série histórica que usamos, aberta edição por edição, estão 11.424 códigos distintos: 7.387 de carro, 2.037 de moto e 2.000 de caminhão. Cada um deles corresponde a um nome diferente. Contamos: são 11.424 combinações de marca e versão distintas para 11.424 códigos, e nenhum nome aparece amarrado a dois códigos. A relação é de um para um, e é isso que faz do número uma chave útil.

O que ele não é: identidade do exemplar. O código fala da versão, como o modelo de uma camiseta fala da camiseta. Dois carros com o mesmo código podem valer coisas muito diferentes, e a tabela não tem como saber isso.

💡
Se você só lembra de um número de sete dígitos, ele provavelmente é este. Seguro, financiamento, avaliação de usado e cotação em corretora pedem o código FIPE porque ele é curto, estável e não depende de você saber escrever o nome da versão. É o campo mais barato de transmitir numa negociação, e é o que a maioria das pessoas não consegue validar.

O formato: seis dígitos, um hífen e um verificador

Passamos os 11.424 códigos por uma checagem de forma e todos vêm no mesmo molde: seis dígitos, hífen, um dígito. Zero surpresa de formato, zero código com letra, zero com oito dígitos. Dentro desse molde, os números têm lógica, e foi possível medir essa lógica.

Os três primeiros dígitos abrem o bloco da marca. São 240 blocos na série inteira, e 238 deles carregam uma única marca. Os dois que carregam duas são casos de grafia, não de compartilhamento: o bloco 832 traz KYMCO e KIMCO, e o 872 traz REGAL PARTOR e REGAL RAPTOR. É a mesma moto escrita de dois jeitos na fonte, e não duas marcas no mesmo número.

Os três dígitos seguintes correm como número de versão dentro do bloco, e agrupam o modelo. No bloco da Fiat, que é o 001: 001001 é a Fiorino Furgão 1.5 mpi / i.e., 001002 é a Fiorino Pick-Up Working 1.5 mpi / i.e., 001003 é a Fiorino Pick-Up Trekking 1.5 mpi / i.e. e 001004 já é Palio EX 1.0 mpi 2p. A ordem não é aleatória: quem entra na sequência de Fiorino fica junto.

O último dígito é o verificador, calculado sobre os seis anteriores. Ele não carrega informação nova, e isso é mensurável: são 11.424 prefixos de seis dígitos e 11.424 códigos. Conhecer os seis primeiros dígitos entrega o sétimo. O verificador existe para proteger a transcrição, não para dizer nada sobre o veículo.

TipoBloco de prefixoBlocos distintosCódigosParticipação
Carros001 a 3091087.38764,7%
Motos701 a 8991032.03717,8%
Caminhões501 a 532292.00017,5%
Total240 blocos24011.424100%
BuscaFIPE, contagem própria sobre os 11.424 códigos da série histórica local da Tabela FIPE (CC0, edição mais recente 2026/10). Bloco são os três primeiros dígitos. Nenhum dos 240 blocos aparece em mais de um tipo de veículo: a checagem retornou zero prefixos compartilhados entre carros, motos e caminhões.

A separação por faixa é limpa o suficiente para virar regra de bolso: se os três primeiros dígitos ficam entre 001 e 309, é carro; entre 701 e 899, é moto; entre 501 e 532, é caminhão. É assim que se detecta, sem consultar nada, que alguém trocou uma moto por um carro na hora de copiar o número.

Alguns blocos são densos. Fiat (001) tem 586 códigos, GM Chevrolet (004) 557, VW (005) 549, Ford (003) 497, Renault (025) 341, Hyundai (015) 261, Toyota (002) 222. Como o bloco comporta 1.000 combinações nos três dígitos finais, o bloco da Fiat já está com 58,6% das vagas usadas, e isso explica por que marca nova entra em bloco novo em vez de encaixe no meio.

Valide um código agora

O campo abaixo roda a conta no seu navegador, sem enviar nada antes de você digitar seis dígitos, e depois consulta a base para dizer se aquele número existe e quanto custa em cada ano-modelo. A aritmética é a mesma descrita na próxima seção, então dá para conferir o cálculo na mão com calculadora se preferir.

Dica: digite um dígito errado de propósito no final e veja a verificação recusar. Depois troque um dos seis primeiros e repare que, na maioria das vezes, o número continua sendo recusado.

A conta do dígito verificador, passo a passo

A Fundação FIPE não publica a regra do dígito final, então fomos atrás dela do único jeito honesto: enumeramos as fórmulas plausíveis de dígito verificador e testamos cada uma contra todos os códigos. Foram 60 candidatas, cruzando cinco módulos (2, 3, 7, 10 e 11), quatro ordens de peso e três tratamentos para o resto alto. Uma casa em 11.424 de 11.424. A segunda melhor, que é a mesma conta tratando o resto alto como 1 em vez de 0, acerta 82% e erra já no terceiro código da série.

A regra, escrita como você faria numa calculadora:

  1. Multiplique cada um dos seis dígitos por 7, 6, 5, 4, 3 e 2O primeiro dígito pega 7, o segundo pega 6, e assim por diante até o sexto, que pega 2.
  2. Some os seis produtosEm 005364, a soma é 0 + 0 + 25 + 12 + 18 + 8, ou seja, 63.
  3. Divida por 11 e guarde só o resto63 dividido por 11 dá 5 com resto 8.
  4. O verificador é 11 menos o resto11 menos 8 é 3, e o Gol SELEÇÃO 1.6 I MOTION é 005364-3.
  5. Exceção que todo mundo esquece: resto 0 ou resto 1 viram dígito 0É o caso do 001003 (soma 11, resto 0) e do 001009 (soma 23, resto 1). Os dois terminam em 0, e é daí que sai a maioria dos 2.062 códigos com verificador zero.
FichaConta com os pesos 7, 6, 5, 4, 3, 2SomaRestoDV
005364-3 Gol SELEÇÃO 1.6 I MOTION0x7+0x6+5x5+3x4+6x3+4x26383
005521-2 Polo GTS 1.4 TSI 16V Flex0x7+0x6+5x5+5x4+2x3+1x25392
811133-2 CG 160 TITAN (moto)8x7+1x6+1x5+1x4+3x3+3x28692
509308-2 Mercedes-Benz (caminhão)5x7+0x6+9x5+3x4+0x3+8x210892
005024-5 Kombi Standard/ Luxo/ Série Prata0x7+0x6+5x5+0x4+2x3+4x23965
067001-4 Fibravan Buggy Plus 1.6 8V0x7+6x6+7x5+0x4+0x3+1x27374
035014-1 Porsche 911 Turbo Coupe 3.6/3.80x7+3x6+5x5+0x4+1x3+4x254101
001003-0 Fiorino Pick-Up Trekking 1.5 mpi0x7+0x6+1x5+0x4+0x3+3x21100
001009-0 Palio 1.6 mpi 16V 2p0x7+0x6+1x5+0x4+0x3+9x22310
BuscaFIPE, contas feitas sobre fichas reais da série histórica local da Tabela FIPE. Resto é o resto da divisão da soma por 11. DV é o dígito verificador: 11 menos o resto, exceto quando o resto é 0 ou 1, que viram 0. Os dois últimos casos ilustram a exceção; as sete linhas acima conferem a fórmula geral, inclusive a do Porsche, cujo resto 10 produz dígito 1. Base: 310 edições, de 2001/01 a 2026/10.

Duas leituras dessa tabela valem mais que a fórmula. A primeira: o Porsche 911 Turbo tem resto 10 e dígito 1, o que mostra que o verificador não é o resto, é o complemento do resto. A segunda: o Fiorino Trekking (resto 0) e o Palio 1.6 (resto 1) terminam os dois em 0, e essa é a única fresta pela qual a verificação deixa passar erro, como a próxima seção mede.

O que o verificador pega, e o que escapa

Em vez de discutir a teoria do dígito verificador, simulamos os erros. Pegamos os 11.424 códigos e, para cada um, reescrevemos as seis posições com todos os dígitos possíveis diferentes do original, depois trocamos cada par de posições entre si, e contamos quantas dessas versões feridas ainda passariam na checagem.

Erro simuladoCasos testadosPegosEscapamDetecção
Um dígito trocado nos seis primeiros616.896605.57011.32698,2%
Dois dígitos trocados de posição148.159145.6532.50698,3%
Erro no próprio dígito verificador102.816102.8160100%
Código inventado, com verificador calculado988.5760988.5760%
BuscaFIPE, simulação brute force sobre os 11.424 códigos. "Um dígito trocado" testa as 6 posições x 9 substituições possíveis por ficha (11.424 x 54 = 616.896). "Trocados de posição" testa todos os pares de posições distintas dentro da ficha (148.159 casos). "Erro no verificador" testa os 9 dígitos errados possíveis para o sétimo algarismo (11.424 x 9). A última linha é o total de prefixos de seis dígitos que nunca foram usados por ficha alguma: 1.000.000 menos os 11.424 existentes. Base: 310 edições, de 2001/01 a 2026/10.

Os 11.326 escapes de dígito trocado não estão espalhados pela tabela: eles moram todos dentro dos 2.062 códigos cujo verificador é 0. Contamos um por um e a afirmação é literal, 11.326 de 11.326. O motivo é a exceção da regra: quando o resto é 0 ou 1, os dois estados viram o mesmo dígito final. Uma troca que leve um código de resto 0 para resto 1 produz um número que continua confere com o dígito anotado. Fora desse conjunto, a detecção é perfeita: nos 9.362 códigos com verificador diferente de zero, nem um único dígito trocado e nem uma única troca de posição escapa.

As trocas de posição seguem o mesmo desenho: 2.506 escapam, todas dentro dos códigos terminados em 0, e elas atingem 1.505 dos 2.062. É por isso que a taxa de detecção sobe de 98,2% para 98,3% quando a conta é feita sobre o número de testes e não sobre o total absoluto de escapes.

⛔
Verificador válido não quer dizer código existente. Há um milhão de combinações de seis dígitos e 11.424 fichas. Sobram 988.576 números que nunca nomearam nada, e para cada um deles existe um dígito final correto. Um golpista que invente um prefixo e calcule o verificador entrega um código que passa em qualquer checagem aritmética, inclusive nesta página. O que desmascara é a segunda parte da consulta: o número está no catálogo?

Da checagem aritmética também dá para ver a distribuição dos dígitos, e ela é quase uniforme com uma anomalia explicável: o 0 aparece 2.062 vezes (18,0%) contra uma média de pouco mais de 1.000 para os outros nove, porque ele recebe os restos 0 e 1 juntos. Os demais: 1 aparece 1.063 vezes, 2 aparece 1.019, 3 aparece 1.052, 4 aparece 1.030, 5 aparece 1.050, 6 aparece 1.031, 7 aparece 1.045, 8 aparece 1.033 e 9 aparece 1.039.

O que o código não diz

Aqui está a parte que gera a maior parte do prejuízo em negociação: o ano-modelo não está no código. Ele é uma dimensão da consulta, não uma parte da chave. Medimos a mediana de ano-modelos com preço por ficha: 4. Mas a distribuição tem cauda longa e é ela que confunde.

FichaNome na tabelaAno-modelos com preçoDeAté
067001-4Fibravan Buggy Plus 1.6 8V3819892026
039001-1BRM Buggy/M-8/M-8 Long 1.63719852023
040002-5Baby Buggy 1.6/ TST/ RS 1.6 4-Lug.3619852027
035014-1Porsche 911 Turbo Coupe 3.6/3.8 (991/992)2519952024
062001-7Bugre Buggy IV e V2419852008
027024-5Subaru Forester 2.0/2.0 S/2.0 ES 4x4 Aut.2319972021
005024-5VW Kombi Standard/ Luxo/ Série Prata2219852006
005023-7VW Kombi Furgão2219852006
BuscaFIPE, contagem de ano-modelos distintos com preço maior que zero por código, na série histórica local (310 edições, 2001/01 a 2026/10). Mediana medida por ficha: 4 ano-modelos. Na outra ponta da distribuição, 1.725 códigos (15,1%) só têm preço em um único ano-modelo, e a mediana de edições mensais em que um código aparece com preço é 177 de 310.

Leia a primeira linha com calma: o mesmo 067001-4 aparece precificado de 1989 a 2026. Quem anota "067001-4: R$ 94.268" sem dizer o ano não anotou um preço, anotou um ponto de uma série. Como a mediana de edições por ficha é 177 das 310 publicadas, um código típico já apareceu com número próprio em 177 meses diferentes, cada um com o seu valor.

O que mais o código não diz, e isso é estrutura da base e não falha de uma edição: quilometragem, estado de conservação, cor, cidade, opcionais, sinistro, recall, histórico de proprietários e preço de fechamento. As duas tabelas da série somam onze colunas, cinco na ficha do veículo e seis no histórico de preço, e nenhuma delas descreve o exemplar.

Também não está no código a informação de que uma mesma ficha pode ter dois números no mesmo mês. Na edição 2026/10, 442 fichas de carro trazem duas linhas, todas pares de álcool com gasolina, com vão mediano de 21,8%. O dígito verificador não avisa qual das duas você está olhando.

Um nome de anúncio devolve vários códigos

É o efeito inverso do que a maioria espera: o carro é um só, os códigos são vários. Rodando a consulta por nome no ano-modelo 2020, o VW Polo devolve sete fichas com preço e a Honda CG 160 devolve cinco.

CódigoVersão do Polo 2020Valor na última edição
005521-2Polo GTS 1.4 TSI 16V FlexR$ 98.707
005476-3Polo Highline 200 TSI 1.0 Flex 12V Aut.R$ 81.662
005477-1Polo Comfort. 200 TSI 1.0 Flex 12V Aut.R$ 75.545
005513-1Polo Sense TSI 1.0 Flex 12V AutR$ 74.566
005499-2Polo 1.6 MSI Total Flex 16V 5p Aut.R$ 68.991
005478-0Polo 1.6 MSI Flex 16V 5pR$ 65.313
005479-8Polo 1.0 Flex 12V 5pR$ 62.730
BuscaFIPE, sete fichas do VW Polo no ano-modelo 2020 com preço na edição mais recente da série (2026/10). Vão entre a ponta e a ponta: 57,4%, ou R$ 35.977. Todos os sete códigos passam na verificação aritmética e todos são Polo 2020.
CódigoVersão da CG 160 2020Valor na última edição
811133-2CG 160 TITAN FLEXONE/Ed.Especial 40 AnosR$ 15.578
811159-6CG 160 TITAN S FlexR$ 14.771
811147-2CG 160 FAN FlexR$ 14.294
811142-1CG 160 CARGO FlexR$ 13.336
811139-1CG 160 STARTR$ 13.301
BuscaFIPE, cinco fichas da Honda CG 160 no ano-modelo 2020 com preço na edição 2026/10. Vão: 17,1%, ou R$ 2.277. Note o prefixo 811, bloco da Honda entre as motos, contra o 014 que a mesma marca ocupa entre os carros.

É por isso que a validação aritmética desta página não resolve sozinha o problema de quem negocia. Os sete códigos do Polo são todos válidos, todos existem e todos são "Polo 2020". A diferença entre o primeiro e o último é R$ 35.977, e nenhum teste de dígito escolhe entre eles. Isso se resolve lendo o nome completo da versão, que é o que a tabela escreve por extenso.

Dá para chegar ao código pelo Renavam ou pela placa?

Essa é a busca mais frequente que chega até aqui sem resposta pronta, então vale responder com a medição na mão e não com achismo.

Pelo Renavam, não. Abrimos a estrutura das duas tabelas da série e listamos as colunas. De um lado: código FIPE, tipo, marca, modelo e sigla de combustível. Do outro: código FIPE, ano-modelo, sigla, ano e mês de referência e valor. Não existe coluna de Renavam, placa ou chassi em parte alguma. O Renavam é registro do veículo no sistema de trânsito; a ficha é registro da versão na tabela. Nenhum dos dois bancos se fala por esse campo, e nenhuma consulta que prometa o contrário está usando a Tabela FIPE como fonte.

Pela placa, sim, e é o caminho que funciona. A placa devolve marca, modelo e ano do exemplar; com esses três campos a tabela localiza a versão e o valor da edição. É por isso que a rota útil tem duas etapas e não uma: consultar a FIPE pela placa para saber que veículo é, e depois voltar ao número desta página para conferir se a ficha citada é a certa. A página de como consultar a Tabela FIPE descreve a consulta por marca, modelo e ano.

Só tem a placa?

Identifique o veículo e chegue ao valor da versão correspondente na edição do mês.

Consultar pela placa

Onde o número é exigido

O código FIPE é campo obrigatório em três conversas que acontecem todo dia, e em cada uma ele resolve um problema diferente.

  1. Cotação de seguroA seguradora precifica a versão, não o exemplar. Com o código, você e o corretor coticam a mesma ficha; sem ele, a diferença entre um Polo 1.0 e um GTS passa a ser descoberta só no momento do sinistro, quando o valor segurado já está definido.
  2. Financiamento e avaliação de usadoO banco consulta a tabela para definir o valor de referência do bem. Um dígito errado num cadastro de sete dígitos muda a ficha e muda o valor financiado.
  3. Negociação de compra e vendaAqui o número é régua, e régua só vale se for a mesma régua. A conta medida do que fazer antes de assinar está em checklist antes de fechar a compra; a discussão de quando a tabela fica acima ou abaixo do preço de praça está em FIPE acima ou abaixo: quando negociar.
  4. Histórico da versãoPara ver quanto a mesma ficha custava há cinco anos, use o código como chave: a série mensal permite reconstruir a linha do tempo daquela versão, e é isso que faz a diferença entre "o carro desvalorizou" e "a versão saiu de linha".

Definição formal, curta e com os mesmos números, na entrada código FIPE do glossário.

Como medimos

Base. Série histórica própria da Tabela FIPE, montada a partir do dataset aberto do projeto fipeX (CC0): 310 edições mensais, de 2001/01 a 2026/10, 9.070.581 linhas no total e 9.070.560 com valor maior que zero, cobrindo os 11.424 códigos. A edição mais recente usada em todos os preços exibidos é a de 2026/10.

Regra do verificador. Enumeramos 60 fórmulas candidatas (módulos 2, 3, 7, 10 e 11, pesos contíguos em quatro ordens, três tratamentos de resto alto) e aplicamos cada uma aos 11.424 códigos, com o ranking completo das 60 guardado na apuração. A regra publicada é a única com 100% de acerto. Uma segunda implementação, independente da primeira, testou a fórmula código a código por outro caminho e registrou zero divergência nos 11.424.

Simulação de erro. Para cada código, reescrevemos uma posição por vez com os nove dígitos diferentes, e depois trocamos cada par de posições que tem dígitos distintos entre si. Comparamos o verificador da versão ferida com o verificador anotado na ficha. A simulação gerou os 616.896 testes de um dígito, os 11.326 escapes, os 148.159 pares transpostos e os 2.506 escapes delas. A mesma contagem prova, ficha a ficha, que os dois conjuntos de escapes caem dentro dos 2.062 códigos com verificador 0 (zero escapes fora dele) e que a média é de 5,49 escapes por ficha atingida.

Blocos e marcas. Agrupamos os 11.424 códigos pelos três primeiros dígitos e contamos marcas por bloco e tipos por bloco. A pureza de 238 em 240 é medida, não suposição, e os dois blocos impuros estão nomeados na seção de formato.

Ano-modelos e edições. Contagem de ano-modelos distintos e de edições mensais distintas por código, restrita a linhas com valor maior que zero, com a apuração guardada na base que gera esta página.

Arredondamento. Preços calculados em centavos e exibidos em reais sem centavo. Porcentagens com uma casa decimal: as duas taxas de detecção saem de 98,16% e 98,31% com duas casas. Vão é sempre ponta contra ponta dentro da mesma ficha e do mesmo ano.

Demanda. O recorte que motivou esta página vem do Search Console da BuscaFIPE: no intervalo de 90 dias encerrado em 25/10/2026, as buscas contendo "código FIPE" somaram 103 impressões em 9 consultas distintas, com zero cliques, e a maior delas pedia a consulta pelo Renavam. Ou seja: havia pergunta, não havia resposta no site.

O que esta página não responde

Qual código pertence ao seu carro. A base não guarda placa nem chassi, então não há como sair de um exemplar e chegar na ficha por aqui. Isso se resolve pela rota da placa, linkada acima.

Se o código é oficial hoje. A regra foi inferida e verificada nos 11.424 códigos desta série; ela é uma regularidade medida, não uma publicação da Fundação FIPE, e a fundação não descreve o algoritmo. Se a entidade publicar a regra e ela divergir, a divergência é dela conosco, e esta página será corrigida.

Preço de fechamento. A tabela é referência de versão, não o valor pago. Medimos o que a ficha diz e o vão entre fichas; não medimos negociação.

Qual versão escolher. A ficha não descreve equipamento, consumo nem segurança, então não dá para ranquear as sete fichas do Polo a partir dela. O que se pode afirmar é o preço de cada uma.

IPVA, licenciamento e débitos. Nada disso está na Tabela FIPE, e seguem pendentes no projeto a fonte primária de alíquota por unidade federativa e a contradição entre duas tabelas internas de IPVA. Preferimos deixar o tema fora desta página a publicar número não verificado.

Perguntas frequentes

Pelo Renavam não dá, e agora sabemos por quê. Abrimos as duas tabelas da série histórica e conferimos coluna por coluna: há código FIPE, tipo, marca, modelo, ano-modelo, combustível, mês de referência e valor. Não existe coluna Renavam, placa ou chassi em nenhuma delas, então o número do Renavam não é chave de entrada em lugar algum da Tabela FIPE. O Renavam é registro do veículo no Detran; a ficha da FIPE é registro da versão. A ponte entre os dois é a placa, que devolve marca, modelo e ano, e esses três campos são o que a consulta por código espera.
A placa é o único caminho que sai do carro e chega na ficha. Ela identifica marca, modelo e ano do veículo que está na sua frente; com esses dados a Tabela FIPE localiza a versão e o valor do mês. A série que usamos aqui não guarda placa, então o cruzamento é feito fora dela: primeiro a identificação do chassi, depois a consulta do modelo. Nesta página você valida e consulta direto pelo número, sem passar pela placa; a rota completa está em /tabela-fipe-pela-placa/.
Multiplicando os seis primeiros dígitos por 7, 6, 5, 4, 3 e 2, somando tudo, dividindo por 11 e tirando o resto. O verificador é 11 menos o resto, com uma exceção: resto 0 ou resto 1 viram o dígito 0. Aplicamos a conta nos 11.424 códigos da base e ela casa em todos. O validador desta página roda exatamente essa conta no seu navegador e mostra a soma, o resto e o dígito esperado, então você confere a aritmética em vez de aceitar um veredito.
Não, e essa é a limitação mais importante do teste. De um lado, ele pega 98,2% das trocas de um dígito e 98,3% das trocas de posição. Do outro, sobram 988.576 combinações de seis dígitos que nunca foram usadas por nenhuma ficha e que, com o dígito calculado por cima, passam na verificação como se existissem. O verificador prova transcrição, não existência. Existência se checa contra o catálogo: é a segunda metade do validador desta página, que lê a base e devolve marca, modelo e preço.
Não. O código é fixo e o ano é uma dimensão da consulta: a mesma ficha aparece precificada em vários ano-modelos. A mediana medida é de 4 ano-modelos por código, e o extremo que encontramos é o 067001-4, da Fibravan Buggy Plus 1.6 8V, com preço em 38 ano-modelos diferentes entre 1989 e 2026. Na outra ponta, 1.725 códigos (15,1% dos 11.424) só existem em um único ano-modelo. A mediana de edições mensais em que um código aparece com preço é 177 de 310.
Pode, e é o caso comum quando se procura pelo nome em vez da versão. No ano-modelo 2020 o VW Polo devolve 7 códigos com preço, de R$ 62.730 na 1.0 Flex 12V 5p manual a R$ 98.707 no GTS 1.4 TSI, um vão de 57,4%. A Honda CG 160 do mesmo ano devolve 5, de R$ 13.301 a R$ 15.578. Cada uma dessas fichas tem nome próprio, com motorização, câmbio, portas e acabamento escritos no nome: os 11.424 códigos da base correspondem a 11.424 nomes distintos, e nenhum nome aparece em dois códigos.
Os três primeiros abrem o bloco da marca, os três seguintes correm como número de versão dentro do bloco, e o último é o dígito verificador calculado sobre os seis anteriores. Medimos: são 240 blocos de três dígitos, e 238 deles trazem uma única marca. Os três tipos de veículo ocupam faixas que nunca se cruzam, carros entre 001 e 309, motos entre 701 e 899 e caminhões entre 501 e 532, com zero bloco servindo a duas categorias.
Na própria ficha de consulta: quando você abre uma versão na Tabela FIPE, o número vem junto do nome, como 005364-3 no Gol SELEÇÃO 1.6 I MOTION T.Flex 8V 5p. Ele não vem escrito no documento do carro nem na placa, porque é índice da tabela, não registro de trânsito. Na prática, quem cita um valor de tabela sem citar o código quase sempre está citando uma versão diferente da que o outro tem na mão, que é o problema que a página de checklist de compra detalha.

O número confere. Agora veja se ele existe e quanto custa

A validação aritmética prova que a transcrição está certa. A ficha com preço, ano-modelo e edição é a outra metade, e está a um clique.

Abrir a Tabela FIPE

Série mensal de 2001 a 2026 · 11.424 códigos · edição de referência 2026/10

Conferiu o código? Falta a ficha Ver preço na FIPE
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